Arquivo de fevereiro, 2009

… and remember

Posted in Comportamento on 11-02-2009 by raig74

Joe

… from my window (2)

Posted in Imagem on 10-02-2009 by raig74

 

SP, 2-2009, 8.53

SP, 2-2009, 8.53

Consumo… the first post… e o que a Fernanda Lima tem com isso?

Posted in Consumo on 10-02-2009 by raig74

EasyThinkCartoon

 

Show em 32 polegadas.

Alguns SMS pra lá e pra cá.

Uma taça de Malbec. Saúde.

E meu primeiro post sobre consumo! Afinal, havia entendido que seria uma das propostas deste blog. Agora pra dizer a verdade não necessariamente  o consumo em si… tal como a dica do Nieto Senetiner – Malbec 2006, Mendoza – um pouco menos de vinte e cinco reais, excelente custo benefício -, que estou tomando enquanto escrevo, mas talvez uma abordagem mais crítica ou irônica sobre o consumo e como a sociedade nos tem proposto esse impulso.

Não pretendo entrar muito no detalhe. Volto a esse ponto mais pra frente (I mean, em outro post qualquer dia desses). Mas nessa discussão sempre digo que durante a metade da minha vida, desde que tinha alguma noção de consumo, “fui inserido” num contexto que me levou a experimentar o que há de melhor nessa visão do ter. Conhecia de tudo (ou muita coisa… do contrário seria muita pretensão de minha parte…). Impressionante a sensação de status que se obtém pelo consumo. A fantasia supera os limites e se entrelaça à realidade ou ao que se imagina ser real. Não estão errados os que podem. Não estão errados os que se propõem a oferecer o consumo – e na minha idéia aqui, obviamente, o mercado de luxo. Mas erram, sim, os que tudo substituem pelo consumo. Pelo desejo de ter. Pela necessidade de ser aceito pelo “poder” de compra e, talvez, diante da incapacidade intelectual ou fraqueza emocional.

Não pretendia entrar muito no detalhe?… mas esse é o ponto.

Anyway, quando comecei a escrever estava pensando no…

Studio W.

A cada três semanas passava por lá. Iguatemi, agora 9º andar. O lugar é o que é porque é. Frequentei por quatro ou cinco anos. Nos últimos dois, passei pra cortar – com a belíssima Débora -, duas vezes apenas. Será que me libertei? (um pouco de seriedade, please!). Lá ontem estive. De fato o lugar impressiona. Durante todo o dia, rolou a gravação de um comercial ou algo assim. Sempre a mídia está por perto. Me lembro quando a Débora – aquela belíssima -, deu uma entrevista pra Playboy… e todos os playboys queriam cortar com ela! 140. Brigadáa. Mas então: o que faz o W? Wanderley Nunes? O lugar? As pessoas? Os profissionais?

Nop…

Ver e ser visto!

E dá pra perceber que boa parte do PIB tá por alí, representado por lindíssimas mulheres trabalhando ainda mais a produção. Praticamente um desfile inconsciente de Marc Jacobs, Tom Ford, Seven, True, Prada, Gucci, Miu Miu, Rolex, Bvulgari and … hey!… white T… num estilo “sou largada” numa segunda à tarde…

E entre uma tesourada e outra: “Deixa eu ver se ela já emagreceu?!”, passava firme pelos corredores Cláudia Raia.

Again: ver e ser visto!

Mas vale conhecer… e ser visto…

… ou ainda olhar pro lado e se encantar com Fernanda Lima!

Fernanda Lima

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

p.s.: beijo me liga (Luque… sei que essa é sua… mas… e aliás passa no futebol na quinta! Abraço, Itália)

… from my window

Posted in Imagem on 04-02-2009 by raig74
SP, 2-2008, 0.19

SP, 2-2008, 0.19

Paulo Francis

Posted in People on 03-02-2009 by raig74

Paulo FrancisAssim começa uma matéria publica pela revista Veja em 12-2-1997 sobre Paulo Francis – o mais amado e   odiado jornalista brasileiro…

“Dizia verdades definitivas sobre física quântica, mas não sabia arrumar a própria mala. Cometia erros incríveis em artigos em que xingava de burro. Exibia-se como um pavão para as câmaras de TV, mas era de  uma timidez atroz. Grosso, agressivo e destemperado por escrito, era uma flor no contato pessoal. Tinha dezenas de amigos, mas dava a impressão de ser um solitário. O aparente ranzinza tinha um senso de humor   de moleque. Em quase quarenta anos de presença constante na imprensa, milhões de leitores não conseguiam escapar da sua argúcia, da sua cultura, de seus juízos peremptórios e surpreendentes. Era admirado, odiado, imitado. Paulo Francis parecia que não ia morrer nunca. E, no entanto, na manha de terça-feira passada, lá estava ele, estendido na sala de seu apartamento em Nova York, metido num pijama verde que achava horrível, derrubado por um ataque cardíaco. aos 66 anos.
O Brasil fica mais chato sem Paulo Francis. As quintas-feiras e aos domingos, não haverá mais no Estado de S.Paulo, em O Globo e outros jornais pelo Brasil afora aquelas páginas de estilo inconfundível. A primeira   nota, sempre política, descascava o governo, ou a Petrobrás, ou a telefonia nacional, ou os políticos, ou o Brasil. Depois vinham comentários sobre literatura, história, ópera, balé. De passagem, um pontapé em  alguém famoso. Tudo muito pessoal: todas as frases poderiam começar com “eu acho que”. A noite, Francis não aparecerá mais nos telejornais da Rede Globo, olhando a câmara de cima para baixo com um sorriso irônico, prolongando as últimas sílabas das palavras. Também perde sua alma o programa Manhattan Connection, da Globosat, em que Francis fazia o papel de besta-fera do neo-liberalismo politicamente incorreto, nocauteando o jornalista Caio Blinder, para divertimento de Lucas Mendes e Nelson Motta. Francis morreu no auge. Era o jornalista mais conhecido do Brasil, um dos mais respeitados, seus livros sempre entravam na lista dos mais vendidos, gostava imensamente do que fazia…”

Foi um verdadeiro jornalista e não, como hoje se vê, um mero pesquisador… Tinha opinião! Aí me identifico… contra-argumentar, questionar, colocar em dúvida, defender uma posição!

E:

“Dizem que ofendo as pessoas. É um erro. Trato as pessoas como adultas. Critico-as. Crítica não é raiva. E crítica, às vezes, é estúpida”

“Gosto que me leiam e saibam o que acho das coisas. É uma forma de existir. Trabalho é a melhor maneira de escapar da realidade”

“Acho que a tendência do intelectual é ser de direita. Ele é por definição um elitista”

“Acho que aguentei viver tanto tempo no Brasil porque estava em estado etílico a maior parte do tempo. É muito se 3% da população tem proteinas e meios para atuar na vida pública. O Brasil sempre foi a casa da mãe-joana de elites sub-reptícias que fazem o que querem”

Franz Paulo Trannin da Matta Heilborn. Polemista. Thks.